terça-feira, 7 de agosto de 2007

Material e Métodos


•Visitas:
-Conquista D’Oeste - MT
- Comodoro – MT
•Entrevistas:
-Presidentes da APICON e FEAPISMAT
-Apicultores
-Secretário de Agricultura
•Questionários
•Câmera fotográfica digital



Resultados e Discussão


ØApicultura no município de Conquista D’Oeste – MT e a importância da Cooperativa para o desenvolvimento da atividade na região Sudoeste do Mato Grosso
- Associação de Apicultores de Conquista D’oeste (APICON);
- Cooperativa de Apicultores do Mato Grosso (COAPISMAT);
- Federação das Entidades Apícolas do Mato Grosso (FEAPISMAT).

Comparação das informações sobre a apicultura nos municípios de Conquista D’Oeste e Comodoro – MT

Renda obtida com a apicultura Conquista
D’Oeste e em Comodoro – MT.






EVOLUÇÃO NUMÉRICA DE COLMÉIAS EM CONQUISTA D’OESTE














Cooperativa e Associação Apícola


•As cooperativas são organizações voluntárias, abertas as pessoas interessadas em utilizar seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades da sociedade, sem discriminação social, racial, política, religiosa e sexual. As cooperativas são organizações democráticas controladas por seus associados, que participam ativamente na fixação de suas políticas e nas tomadas de decisões (LENGLER, 2002).

•O termo Associação é definido como sendo uma sociedade civil sem fins lucrativos, com o objetivo de prestar serviços de interesse econômico, técnico, legal, cultural e político de seus associados (SEBRAE AGRONEGÓCIOS Nº 3).


Informações de Mercado


•Okamotto (2005), relata que no início de 2002, decisões dos EUA e da Comunidade Européia suspenderam a importação de mel da China devido aos altos índices de resíduos de drogas veterinárias encontrados no mel oriundo daquele país. Concomitantemente, os EUA suspenderam também a importação de mel da Argentina, alegando distorções no preço do produto.


•Segundo Perez et al., (2004), O valor das exportações de mel brasileiro em 2003 ultrapassou os 39,4 milhões de dólares, aproximando nosso país dos líderes do mercado mundial. Com vendas externas de apenas 2,8 milhões de dólares, em 2001, o Brasil não aparecia na lista dos maiores exportadores mundiais (com 1% ou pouco mais do total). Já em 2002, o país surge como o nono maior exportador, com 23,1 milhões de dólares, ultrapassando países como Vietnã, Austrália, Uruguai, Romênia, Índia, França, Itália, e outros.

•De acordo com dados da Revista SEBRAE Agronegócios nº 3, no ano de 2005, a exportação de mel brasileiro atingiu 14,4 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 18,9 milhões para o País. Em torno de 80% das exportações foram para a União Européia (11,1 mil toneladas e US$ 14,4 milhões), sendo a Alemanha o principal importador (6,2 mil toneladas e US$ 8,1 milhões). Os principais estados brasileiros exportadores foram São Paulo (US$ 7,72 milhões), Ceará (US$ 3,4 milhões), Piauí (US$ 3,05 milhões) e Santa Catarina (US$ 2,93 milhões).

Embargo do Mel Brasileiro


• A atividade apícola está enfrentando um momento de “crise”, pois, o maior importador de mel brasileiro (União Européia), suspendeu suas importações, efetuando embargo ao mel brasileiro em março de 2006, alegando que o Brasil não possui um controle de resíduos.


•Além desse desafio que os apicultores brasileiros estão vivenciando, ainda há uma nova ameaça aos produtos brasileiros, pois, o Japão está prestes a adotar uma nova legislação de controle sanitário com a exigência da análise de 765 substâncias encontradas em produtos de origem animal, vegetal e aditivos.


Casa do Mel



•Entende-se por casa do mel o ambiente onde são realizadas a extração e preparação básica do mel para comercialização (SOUZA, 2004).
•Santos (1985) diz que as dependências para extração, filtração, decantação, classificação e envase do produto, devem estar em local adequado, dispondo de instalações e insnecessários.

Dependências




•Depósito para material de envase e rotulagem
trumentos
;

• Dependência para as operações de embalagem secundária, estocagem e expedição;

•Local coberto e dotado de tanque;
•Equipamentos básicos:










- Mesas para desoperculação;
- Garfo desoperculador;
- Centrífugas;
-Filtros;
-Baldes
-Tanques de decantação;

-Tanques de depósitos;
-
- Mesas;
-Homogeneizador.




Mel





















•O mel é o alimento básico das abelhas e matéria-prima para a produção da cera e geléia real, é utilizado como adoçante pelo homem desde a antiguidade, é rico em componentes nutritivos e terapêuticos, possui dois açúcares: glicose e frutose; além de importantes sais minerais que são absorvidos sem que seja necessária a digestão, fornecendo energia rapidamente (PEREIRA et al., 2003).


Fatores que podem influenciar a qualidade do mel



•Tipos de méis:
-Mel monofloral;
-Mel polifloral;
• Teor de água no mel;
• Tipo de açúcar.



Composição Química do


...................................................17,1 g



Carboidratos (totais..................82,4 g

Frutose ....................................38,5 g

Glicose .....................................31,0 g

Maltose .......................................7,2 g
Sacarose..................................... 1,5 g
Proteínas, Aminoácidos, Vitaminas Minerais. ...0,5 g
Energia
.......................................304 kal


Vantagens da Apicultura Migratória



•Melhor aproveitamento das floradas;
• Proporciona maior produção de mel;

•Contribui para manter as colméias sempre populosas, representando maior produção com maior potencial de abelhas campeiras;
















•Possibilita uma estrutura técnica e operacional para contratação de serviços de polinização;
•Proporciona melhor proteção contra envenenamento da
s abelhas por inseticidas;
•Dispensa qualquer alimentação artificial de subsistência ou estimulante.







Desvantagens da Apicultura Migratória





•Necessidade de tecnologia adequada;
•Equipamentos apropriados para facilitar a manipulação das colméias;
•Veículo para transporte das colméias;
•Custo maior de investimento.

•Pereira et al. (2003), afirma que a apicultura migratória será o futuro da exploração apícola no Brasil, como melhor solução para o aumento da produção e maior aproveitamento do potencial apícola brasileiro.


















Apicultura Fixa e Migratória





Apicultura Fixa



Consiste em colocar as colméias nos apiários fixos, em áreas que podem abranger o meio rural, regiões de cultura, áreas acidentadas, encostas e nascentes de rios e áreas com floradas silvestres.




Apicultura Migratória



•Para Kiss (2006), a apicultura migratória se baseia na mudança do apiário de uma região para outra acompanhando as floradas, com o objetivo de incrementar a produção de mel e prestar serviços de polinização.



Consiste em colocar as colméias nos apiários fixos, em áreas que podem abranger o meio rural, regiões de cultura, áreas acidentadas, encostas e nascentes de rios e áreas com floradas silvestres.











Apicultura no Brasil




•A história da apicultura no Brasil tem início com a introdução das abelhas Apis mellifera no estado do Rio de Janeiro em 1839, pelo padre Antônio Carneiro, que trouxe algumas colônias da região do Porto, em Portugal. Posteriormente foram introduzidas por imigrantes europeus, outras raças de Apis mellifera, principalmente nas regiões Sul e Sudeste (SOUZA, 2004).





•Sommer (1998), diz que a introdução da abelha africana (Apis mellifera scutellata) ocorreu em 1956 no Estado de São Paulo, nas cidades de Piracicaba e Rio Claro, e Kiss (2006), relata que a introdução dessas abelhas aconteceu em 1957, quando o Dr. Kerr efetuou viagem à África do Sul e encontrou abelhas com maior vitalidade e rusticidade. Ele as trouxe ao Brasil com a intenção de cruzá-las com as abelhas existentes no país, para resultar em melhor produtividade.







Importância Socioeconômica




•De acordo com Souza (2004), a base da atividade agropecuária, das pequenas e médias propriedades rurais no Brasil se baseia na agricultura convencional e na criação de pequenos animais, diz também que a desvalorização dos produtos agropecuários oriundos da agricultura familiar, nos últimos anos tem deixado muito dos produtores em dificuldades econômicas, e conclui que em virtude dessas condições adversas, pequenos e médios produtores, têm sido levados a procurar alternativas para diversificação da produção, buscando atividades que sejam viáveis para os seus ecossistemas, capazes de gerar renda e otimizar o potencial produtivo da propriedade.

•Neste contexto, Kiss (2006) afirma que a criação racional de abelhas vem crescendo e despertando o interesse de muitos produtores, pois a apicultura consiste em uma atividade de fácil manejo, adaptada às condições climáticas de todas as regiões do Brasil, principalmente, quando praticada com as abelhas africanizadas, constituindo-se em uma das melhores alternativas para a diversificação das atividades no setor agropecuário voltadas ao pequeno e médio produtor.


•Conforme Filho (1998), além da atividade lucrativa da produção de mel, as abelhas desempenham um papel fundamental na polinização como agente e transporte de pólen, fator importante para o cruzamento das plantas, contribuindo para o aumento da diversidade biológica. Filho complementa dizendo que a apicultura é uma atividade conservadora das espécies.








LEVANTAMENTO DA ATUAL SITUAÇÃO DA APICULTURA NA REGIÃO SUDOESTE DE MATO GROSSO










Acadêmica:Tatiane Nascimento Barros
Orientadora: Dra. Fabiana Cordeiro Rosa
Banca Examinadora: Prfº Ms Marcelo da Silveira Meirelles Pinheiro e Profª Dra. Luciana Cardoso Cancherini





INTRODUÇÃO





•O mel, que é usado como alimento pelo homem desde a pré-história, por vários séculos foi retirado dos enxames de forma extrativista e predatória, muitas vezes causando danos ao meio ambiente, matando as abelhas. Entretanto, com o tempo, o homem foi aprendendo a proteger seus enxames, instalá-los em colméias racionais e manejá-los de forma que houvesse maior produção de mel sem causar prejuízo para as abelhas. Nascia, assim, a apicultura.

Histórico da Apicultura




•Uma das chaves para o desenvolvimento da apicultura racional, segundo Kiss (2006), foi a descoberta do Reverendo Lorenzo Lorraine Langstroth, no ano de 1851. Ele observou que as abelhas depositavam própolis em qualquer espaço inferior a 4,7 mm e construíam favos em espaços superiores a 9,5 mm. A esse intervalo de espaço (4,7 a 9,5 mm) Langstroth chamou de "espaço abelha", que é o menor espaço livre existente no interior da colméia e por onde podem passar duas abelhas ao mesmo tempo.